segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

5. Revisão

 Acredito que este é o calo de qualquer pessoa que ouse escrever, seja um livro ou qualquer outro  tipo de texto.
Nossa Língua tem particularidades e uma recente mudança nas regras ortográficas que AINDA não foram dominadas por todos. Nosso País, além disso, de sofre com o analfabetismo funcional, anos de foco no ensino apenas nas regras gramaticais e não na Escrita e analise do texto.
Em suma, nosso povo não foi preparado para escrever e foge dessa tarefa como o diabo da cruz.

Não estou aqui para defender este ou aquele aspecto na escrita e tão pouco  falar mal do sistema Educacional Brasileiro. Estamos aqui para dar dicas de como encarar a situação e sair desse "mato sem cachorro" .
Minha regra é escrever. 
Independente do que os outros pensem ou critiquem eu escrevo.
Perdi o medo de meus erros ortográficos anos atrás ao fazer a Especialização em Lingüística rsrs pois descobri que nossa própria Língua é mutável e muitos dos termos que temos hoje são originários dos erros dos antepassados.
Ah, Beleza! Não preciso de regras! Dane-se a Gramática e o dicionário!
Opa! Alto lá que não foi isso que falei! Eu disse que perdi o medo, não que passei a menosprezar as regras idiomáticas. Escrevo, leio, arrumo, releio,corrijo até minhas possibilidades. Contudo, não paro ai, pois toda Editora tem um revisor que é pago para ler e revisar meu texto, mas até estes são falhos.
Então o que fazer? Como publicar uma obra limpa de erros?
Se você ficar preocupado com os erros nunca sairá da primeira linha de seu texto. É impossível se ter perfeição numa primeira edição. Por isso existem edições atualizadas e revisadas.
Mas posso mandar meu original para uma Editora com erros gramaticais e ortográficos?
Bom, depende de seu acordo e sua sinceridade. 
Minhas dicas, volto a dizer: leia, arrume, releia,corrija até suas possibilidades. Depois peça a alguém para ler e marcar os erros, se possível Professor de Português ( eles cobram para isso), converse com a Editora e explique que deseja uma revisão, lá eles vão lhe enviar o material revisado e o Boneco do livro para analise. Veja se encontra algum erro. Se estiver tudo certo, dê o ok! e aguarde o lançamento. Pois com certeza terão erros e você poderá corrigi-los na próxima Edição.
Espero ter ajudado. Ficam alguns links para estudo da nossa Língua.

Lembrem que: a prática da leitura e da escrita é que trazem a perfeição!




domingo, 8 de dezembro de 2013

Enredo 2ª parte

Ei, Angela!

Os melhores amigos de quem escreve são o caderninho e a caneta. Assim que surge uma ideia, você vai lá e anota, pra poder usar depois.
Não há formula para escrever. A gente tem que sentir e transmitir para o papel. :)

Boa sorte pra sua amiga!


Beijo grande e ótima semana!



A Sandra Mendes fez o presente comentário na publicação anterior e isso me encheu de alegria rsrs Pois é justamente sobre isto que estamos falando : como fazer para surgir a idéia  e colocá-la no papel.
Não existem regras fixadas, mas dicas e sugestões e até mesmo regras para o estilo que você escolheu escrever. São denominados Tipologia Textual e Gênero Textual.
Quando escrevemos nossa ideia ou esqueleto no caderno ou pc, logo em seguida vem a dúvida : Qual Gênero? para quem estou  escrevendo? 
Ter conhecimento sobre o Gênero e Tipo de texto facilita, pois cada um tem seu formato. Exemplo: Literatura infantil, fábula, peça teatral, auto-ajuda, poesia, cordel...
A riqueza da criação não pode ficar perdida apenas no meu ego : Sou uma ótima escritora, qualquer coisa que escrever vão ler e talvez crie um gênero novo...
A Autora de Harry Potter, JK Rowling , estava próxima a estação de Londres quando esboçou toda a Saga  de seu personagem, mas passou anos pesquisando e adequando seus rabiscos, até concluir a saga. E quem não lembra de Christopher Paolini e sua Triologia da Herança, que posteriormente tornou-se Ciclo? Ou dos encontros de escritores  em bares londrinos que deram origem a duas séries muito famosas: Senhor dos Aneis de J. R. R. Tolkien e Narnia de Clive Staples Lewis? Ou ainda Frankenstein de  Mary Shelley?
Ideias surgem, mas não devemos esquecer  que : Sim, existem regras de escrita, contudo o limite delas é a minha imaginação. Posso misturar  e até criar novos estilos, mas um bom escritor nunca despreza a ideia dos outros.
Gostei muito da opinião da Sandra Mendes. Ela confirma tudo que está escrito aqui e seu Blog www.oblogdasan.com  é um dos que sigo e recomendo. 
Espero ter novos comentários tão bons.
Para encerrar alguns links com mais dicas:

sábado, 16 de novembro de 2013

Enredo

Enredo
 1ª parte

Certa feita, tive uma conversa com uma amiga muito querida sobre como escrever um livro. Talvez ela se lembre da conversa, mas  vou deixar a amiga em anonimato  e  reescrever o dialogo para atender ao no tópico sobre Enredo.https://fbstatic-a.akamaihd.net/rsrc.php/v2/y4/r/-PAXP-deijE.gif
Oi Angela! Estou muito feliz pelo seu livro!É uma vontade que tenho a algum  tempo, mas confesso que não sei por onde começar.
Por onde começar? rsrs nisso posso te ajudar .
Você pode fazer  um blog e começa a postar os textos um a um assim a ideia flui, enquanto outras pessoas comentam.
Você já tem rabiscos? dá uma olhada lá no meu blog e você vai ter uma ideia do por onde começar. Precisando de ajuda na construção do blog me procura.
Só um detalhe, a gente começa dando vida aos personagens, pense nisso! Depois eles criam vida própria rsrsrs que nem nossos bebês...
Amiga
Quer dizer que a Julia existiu, realmente, Angela?
Entrei no Blog. É um diário?
Fiz o meu  Blog ontem , mas algumas coisas não sei fazer...
Tanta coisa me inquieta, são tantas as informações, vivências, surpresas, desafios... que fico até sem saber por onde começar.
Não a Júlia não existe na forma física rsrsrs ela é uma de nossas várias consciências, um ser criado para passar por situações e servir de exemplo rsrs coisa de doido
Imaginei que fosse assim .
Quanto ao modelo, na realidade peguei esse formato de blog na net e fui usando... tem alguns blogs que sigo tão lá fixos no meu
Mas as situações que ela vive são reais? Você presenciou?
Júlia pode ser qualquer pessoa, mas criou vida própria atualmente kkkk
Falo dela como se fosse alguém vivo, por  isso a confusão.
Então posso criar alguém, mas construir situações, histórias que realmente existiram ou não?
Não  vivi   essas situações todas, criei quase todas. Você pode sim criar personagens e situações imaginárias.
Você cria como?
As minhas histórias são criadas a partir de: leituras, TV,sonhos, reportagens, comentários...
Posso contar então a minha História?
Bom, procuro não contar fatos totalmente reais pra não invadir a privacidade, então misturo informações ou invento
Onde começo a escrever na página do Blog?
bom primeiro você escreve o texto no Word e formata do seu jeito, depois vai em publicar e copia e cola o texto.
Mirtes você confia em mim? rsrsrs se sim pode contar com minha ajuda.

....
Como não entendo muito de blog, fiz no meu nome...OK.
Vou dar uma olhada e depois conversamos.
...
Pronto! Dei uma geral no seu Blog rsrsrs, mas não mudei muito, apenas coloquei ordem.
Pra começar a escrever você só tem de colocar a ideia no papel.
Pode fazer em forma de contos semanais, relato, reportagem, diário ou carta.
Acredito que pelo seu título o que melhor se encaixa são contos ou crônicas...
O importante é criar os personagens neutros e misturar com fatos reais.
Não tenha medo de se expor, pois as vezes ficamos travados pensando no que os outros vão dizer se contarmos algo exatamente como nos vem a mente. Por isso te indiquei o Blog, pois você vai perdendo o medo e equilibrando com os comentários.
tire um dia da semana pra publicar algo novo. Criei 4 páginas pra você postar detalhes do blog. Mantenha o espaço vivo e divulgue no face e entre os amigos.
Estou ansiosa pelo primeiro texto. Não se esqueça de enviar o endereço ( link) para os amigos.
Abraços

Estou com medo!  Mas vou tentar e conseguir! Obrigada de Coração
Coloque no papel o que te vem a cabeça, sem medo, este primeiro desafio e  fará com que você destrave o limite entre você e seu personagem, pois ele não é você, você é o narrador da história, quem vive a situação é o personagem e não você...
Uma dica valiosa pra destravar, mesmo quando temos pequenos em casa rsrsrs procure deixar papel ou caderno e caneta em um canto, quando surgir a ideia corra e escreva, ou grave no celular, se não vier nada até o fim do dia põe uma música que te faça pensar muito e force a escrita, escreva escreva e escreva, depois quando for passar a limpo pro Word, molde, mude e dê a cara que quiser.
Tenho vários pedaços de história guardados e uma amiga minha guarda um álbum de reportagens, outra de imagens... Coisas que vão despertar o texto e pare de ter medo, pois quero ler o que você tem pra contar.


Beijos

Livros lidos e recomendados



  • O Pequeno Príncipe


  • Sinopse:O Pequeno Principe é um romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 nos Estados Unidos. Numa primeira leitura, aparenta ser um livro para crianças, mas possui um grande teor poético e filosófico.Wikipédia

    Publicado em1943
    Idioma originalLíngua francesa
    GênerosRomanceNovelaLiteratura infanto juvenil
    Paginas:93









    O Estudante




    Sinopse: O Estudante é um livro escrito por Adelaide Carraro, que conta a história de dois irmãos, Roberto e Renato. A 1ª edição data de1975.


    Publicado em1975
    Idioma original: Língua Portuguesa
    GênerosRomance do Brasil
    Paginas:128








  • Pollyanna e Pollyana Moça



  • Sinopse: Pollyanna é um romance de Eleanor H. Porter, publicado em 1913 e considerado um clássico da literatura infanto-juvenil. O livro fez tanto sucesso que a autora publicou em 1915 uma continuação, chamada Pollyanna Grows Up. Wikipédia

    Publicado em1913
    GênerosFicçãoLiteratura infantojuvenilFicção histórica
  • quinta-feira, 14 de novembro de 2013

    Cenário


    Cenário da História

    A escolha do cenário deve estar ligado a uma pesquisa prévia, pois  não posso falar, simplesmente: e ele mora no Japão.
    Tenho de proporcionar ao meu leitor sensações a tal ponto que ele chegue a duvidar ao saber que nunca estive no Japão rsrs

    Ora quando começo a pesquisa me encho de dados e fotos do lugar, vou observando e pensando o que pode ser escrito sobre cada lugar, nome das ruas e bairros, história local, meios de acesso...


    Se já visitei o local: recorro a minhas lembranças, tornando-as escritas ao ponto do leitor sentir, comer e andar comigo.
    Se nunca visitei: converso com quem mora ou passou por lá, leio sobre o local e sonho.




    O personagem pode ou não ser nativo. Se é um lugar que ainda não fui o personagem de preferência não é nativo rsrsrs pois posso passear com ele.

    Outro ponto sobre o cenário: o personagem não fica parado, ele anda, come, abre porta... e temos de fazer isso sutilmente, como fazemos no nosso dia a dia.


    Existem personagens fantasiosos, então se o mundo deles for fantasia, criação minha, então tenho de apresentá-lo ao meu leitor, sutilmente, em forma de mapa ou com descrições simples no meio dos textos ou ainda de choque hehehe um capítulo dedicado a isso. Contudo é preciso não ser chato, tornar o momento agradável, talvez até mesmo, usando um dos personagens mais velho ou sábio.
    Bom, por último quero dizer que o cenário é seu, pois será uma imagem de como você vê o mundo e do que pretende que o leitor sinta, mas não estigmatize!
    Lembre que é a casa de outras pessoas e você escolheu para citar em sua narrativa, tomou emprestado.
    Falaremos no próximo pôster sobre o enredo.
    Até mais,

    Angela









    sábado, 9 de novembro de 2013

    Como criar personagens?



    O Personagem!




    O mais difícil na hora de por a ideia no papel é criar o personagem e descolar ele do seu criador, dando vida própria a um ser imaginário e construir todo um enredo sobre o mesmo.





    As vezes a ideia (esqueleto do livro, como costumo dizer) surge antes do personagem ou mesmo o título, mas a personificação do personagem e seu papel na trama é o mais difícil.


    Um personagem pode nascer como imagem ou semelhança de seu autor, por exemplo: o autor é tímido, personagem tímido; autor é homem, personagem masculino. Contudo o brincar com o improvável, deixar a inibição e assumir muitas vezes um outro sexo, torna o enredo muito melhor e mais desafiante.









    Meu primeiro livro foi : A História de Júlia.

    O esqueleto deste livro foi escrito por mim em um caderno simples. Era puramente narrativo, simplório, sem diálogos ou outros personagens. Com o tempo e meu amadurecimento ( tinha 12 anos quando escrevi), vieram as primeiras intervenções:

    1. Nomes dos personagens
    2. Cenário da História
    3. Diálogos dos personagens
    4. Divisão em capítilos
    5. Inclusão de um diário
    6. Discurso com o período vivido ( final da década de 80 e começo de 90)
    7. Finalização da narrativa


    Foram exatos 25 anos até a publicação do livro. Júlia cresceu a tal ponto dentro da narrativa que é quase uma pessoa que conheço, sei os gostos e preferências. Ela descolou de mim para ter vida própria rsrsrs






    Os outros textos e livros que escrevi nesses 25 anos foram menos complicados. Também, depois de apanhar tanto com a Júlia rsrsrs Agora eles aparecem em minha mente como convidados da própria Júlia.






    Então? Você quer escrever? Comece dando vida ao seu personagem . Essa é minha dica.


    Angela Lira

    sexta-feira, 23 de agosto de 2013

    Novo Poster no novo Blog...

    Boa Noite!

    Acabou de sair do forno mais um capítulo da II parte de Julia... Corra porque esse poster é quente!

    Aguardo vocês lá!

    Att

    Angela Lira

    http://ahistoriadejulia2.blogspot.com.br/

    domingo, 18 de agosto de 2013

    A Princesa perdida e o Espelho da Verdade


    Por Angela Lira

    Era uma vez uma Rainha chamada Lucidalva, casada com o Rei Daniel. Eles não podiam ter filhos, por mais que tivessem procurado ajuda em todas as partes.
    A rainha, antes de casar sofrera muito com sua mãe, que preferia os outros filhos e a humilhava por ser mais escura, por ter cabelos crespos, por não ser bonita como eram seus outros irmãos. Aquilo deixou marcas profundas que só melhoraram quando casou com o Rei, alguém rude, às vezes rabugento, mas que amava muito a rainha, pois seu coração era cheio de bondade.
    Certo dia bateram a porta do castelo e trouxeram um lindo menino, parecido com a rainha... ela e o rei amaram aquela criança de todo seu coração e esse amor foi retribuído, mesmo com alguns erros cometidos aqui e ali... Contudo a rainha ainda sonhava, sonhava em ter uma linda menina.
    Passados 17 anos, novamente bateram a porta do palácio e trouxeram uma linda menina, ela não parecia com a rainha, era mais parecida com o rei. Mas ela a amou, eles a amaram muito. A rainha procurou ser totalmente diferente de sua mãe, procurou dar tudo que era possível pra princesa, mas ela tinha uma maldição...
    Por ser muito bonita, amada e querida pelos reis, uma bruxa má lançou sobre ela o feitiço da inveja. Desde esse dia a vida da princesa começou a mudar..
    A mulher que gerou a princesa bateu a porta do castelo, querendo ela de volta, mas será que era amor? A mesma mulher tinha uma outra filha muito parecida com a princesa, mas não dava atenção a ela, na realidade deixava ela fazer o que quisesse e só pensava na princesa que estava longe, pois pra ela aquela era a filha ideal.
    Ela menosprezava a filha que ficara com ela, não dava atenção, criou uma imagem da princesa que não era real e menosprezou a filha que ficara com ela...O feitiço da inveja começava a criar raízes...
    A irmã da princesa queria ser a princesa, ia para o castelo, buscava a atenção da rainha, fazia da vida da princesa um inferno e de seus pais também, pois eles não conseguiam agir naquela situação, tinha sido muito diferente com o príncipe...
    A princesa cresceu, a rainha conseguiu ao máximo contornar e proteger a princesa do feitiço da inveja, mas ele passava de pessoa pra pessoa... até que perto do dia da princesa fazer 15 anos ela foi enfeitiçada por completo e passou a conviver justamente com as pessoas que a invejavam, deixando seus pais muito infelizes a cada dia...
    A princesa esquecera seus dons: olhos lindos e sinceros, sorriso cativante, o dom da música, a voz doce como um passarinho, os cabelo encaracolados e compridos, um coração bondoso e amável... deixou-se transformar naquilo que as pessoas que a invejavam queria que ela fosse: uma coisa bizarra com a boca cheia de palavrões, músicas que menosprezavam seu corpo tão formoso, danças que a tornavam como qualquer outra mulher de rua, olheiras, a beleza indo embora, dando lugar a vulgaridade, a inteligência dando lugar a estupidez.
    Era tudo que os invejosos queriam, era o fim da princesa!
    O rei falava, a rainha implorava, o príncipe aconselhava, mas ninguém a fazia ver no que estava se transformando, ela não enxergava! Se tivesse o espelho da verdade a sua frente, mas ele fora quebrado! Só restando um caquinho.
    Esse caquinho de espelho estava dentro do coração da princesa. Não existia beijo de príncipe, não existia palavra mágica, porção mágica, nada que a fizesse enxergar! Só ela mesma podia fazer isso...
    Mas como fazer a princesa pelo menos pensar em fazer isso e começar a quebrar o feitiço?Como fazê-la  ver que por mais deformada e corrompida, ela ainda podia voltar a ser a bela princesinha de antes?
    Certo dia uma moça que morava muito, muito distante ouviu a história da princesa e resolveu ajudar... A moça orou a Deus perguntando o que podia fazer e ele respondeu em um sonho:
    Escreva !
    A moça acordou, voltou dormir e a sonhar... sonhou que entrava no castelo e via os reis e o príncipe chorando muito e apontando para um quarto... a moça se aproximava do quarto e abrindo a porta. Lá na escuridão, cercada de toda de monstros horrorosos, de pessoas que usavam máscaras de beleza, pra esconder a feiura de suas faces... A princesa estava ali! Era um dos monstros... a moça orou baixinho e se aproximou da princesa, ao se aproximar começou a ficar luminosa, a moça brilhava espantando  a escuridão e ao olhar ao seu lado viu anjos irradiando a luz... ela segurou a mão da princesa que guinchava tentado se libertar e fugir da luz que a cegava, mas a moça não soltava seu braço.
    A moça segurando seu braço, colocou a outra mão no coração da princesa e perfurando a pele pegou o pedaço do espelho da verdade e colocou na mão da princesa. O ferimento sarou instantaneamente. E contra sua vontade a princesa viu seu reflexo no espelho e caiu em prantos...
    A moça a ajudou a levantar lembrando como ela era bonita, inteligente, cheia de vida, bondosa... e levou-a até uma das paredes do quarto. Lá existiam 2 espelhos que mostravam o futuro...
    O primeiro mostrava a princesa como ela sempre fora, bela cheia de vida... aos poucos a princesa ia envelhecendo, mas a beleza não abandonava sua face, pois seu coração era belo, cheio de alegria e vida...
    O outro mostrava a princesa bela  também, mas ela passava de mão em mão, ficava com muito caras, bebia, passava noites acordada, seu coração endurecia e com o passar do tempo ia ficando cada dia mais feia e odiosa, pois seu coração só tinha maldades, orgias, prazeres passageiros e não construíra nada, gastara tudo que fora de seus pais, era uma imagem desprezível, que tinha de ser oculta por uma máscara...
    A moça entregou a carta e disse: Escolha seu futuro agora! Lembre que o que você está plantando, você irá colher no futuro, mas sempre pode voltar atrás. Desde que seja em tempo, pois chegará um tempo que não dará mais pra voltar atrás, será o tempo da colheita!

    A  princesa leu a carta e fez sua escolha: Queria refletir a beleza da verdade e amor! Ao escolher esse caminho não foi fácil consertar todas a coisas ruins que havia semeado, contudo seus pais e seu irmão eram muito pacientes e amorosos. E a princesa conseguiu! Não voltou a ser como era antes, pois a cicatriz em seu coração ainda existia, mas passou a usar essa cicatriz como uma lembrança  de tudo de ruim pela qual passou.